28 de jan de 2013

O rádio e a internet

É, isso é um mini system, mas tem função rádio

A mídia é a referência para todos nós sobre o que é o mundo. Como podemos entendê-lo. E os meios de comunicação são o modo para que a informação lhe chegue, assim nos situando nesse mundão de meu deus.
Certo?
Então, o que vemos (e o que é sempre falado aos quatro ventos) é que a internet e sua rapidez, interatividade e colaboratividade iria sepultar de vez as mídias anteriores à ela, como televisão, jornal e rádio. E isso não deixa de ser uma meia-verdade.
Meia, porque hoje presenciamos que o jornal capenga por aí (exceto o Super Notícia e os jornais de cidades que mostram quem morreu ou matou), virando um meio que analisa a informação, ou seja, opinativo e alguns jornais já desapareceram. A televisão aberta brasileira nunca presenciou como antes uma forte queda de audiência (também alimentada pela migração para a TV a cabo) fazendo diretores queimarem seus neurônios pensando no que fazer pra atrair esse público cada vez mais fujão.
Como eu já disse, isso é uma meia-verdade, que suscitam nos adivinhões soltarem as palavras proféticas de que tal meio de comunicação vai acabar porque o outro o destruiu tecnologicamente. Isso não acontece. Porque sempre um meio vai ter um público fiel e, pelas suas características, é o ponto de referência para algumas coisas. Quer um por exemplo? O rádio.
 Mas aí fica na sua cabeça: "mas a internet não é mais veloz que o rádio?" Sim e não. Uma das coisas que a internet não conseguiu vencer são as "interferências" na sua comunicação, ou seja, queda do sinal Wi-fi ou 3G, nem todos os lugares tem esse tipo de ligação e nas situações de emergência, as baterias dos equipamentos eletrônicos não são eternas e as distrações existentes na rede são muitas. O fluxo comunicativo pode ter uma interrupção.
O rádio contorna esses defeitos por ser mais simples, tem uma torre em algum lugar transmitindo e não se precisa de parafernálias super modernas para ouvi-lo. Sem falar que nos acontecimentos fora do normal, a fonte mais confiável e direta é ele. No caso do Furacão Sandy, em outubro do ano passado, num país como os Estados Unidos, altamente conectado à web, o rádio se tornou a mídia de referência para saber os acontecimentos, já que não condições de manter o sinal de internet e/ou a bateria dos aparelhos.
Eu pensei nisso porque ontem (27) aconteceu uma grande sinistralidade em Santa Maria, RS. E as informações mais precisas, sem rodeios e com rapidez encontrei no rádio (auxiliado pela internet, claro). E mais: o rádio era a referência para portais e sites de notícias basearem suas informações, sem falar que milhares de pessoas se ligaram no meio de comunicação. E olha que já "mataram" o rádio várias vezes e ele está aí.
Creio, na verdade, que existe mesmo é uma convergência entre veículos. TV se integra a internet, internet se intregra a jornal e rádio e vice-versa. Tentar profetizar mortes de veículos é um 'achismo' tremendo, igual como se adivinhar se vai chover ou não amanhã. O caráter de reinvenção que o rádio tem perante o surgimento de novas mídias é a sua principal força para a permanência.
É isso, até a próxima segunda o domingo!


+ Realmente, sou um apaixonado pelo rádio, então, leia com moderação, he he he he...


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